Arquivo de Março, 2008

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Poderosa Afrodite

Março 24, 2008

 Afrodite olhou para o escritório com um sentimento antecipado de nostalgia e saudade, afinal havia passado naquele espaço os últimos 3 anos da sua vida.

Em cima da mesa um “post it” fê-la regressar à realidade,

Não esquecer tomada de posse

Nova ministra

10:30.

Sentiu o sangue a fervilhar-lhe nas veias, não só tinha de rever aquela mulher como ainda tinha de lhe sorrir e apertar a mão cordialmente. “Repugnante criatura…” murmurou por entre os dentes. Na memória estava ainda aquela noite em que vira Lourenço, o seu Lourenço, envolver-se nos braços daquela mulher com uma entrega e luxúria que ela pensava ser a única usufrutuária. Afinal enganara-se. Mas agora que Lourenço desaparecera via nela a única destinatária de toda a sua revolta.

Senta-se junto ao computador, abre a sua caixa de correio e escreve uma mensagem enviando-a de seguida para o destinatário.

Pegou na caixa de cartão que a secretária se encarregara de lhe fornecer, olhou para o relógio, eram ainda nove horas da manhã, tinha tempo suficiente para arrumar as suas coisas e encaminhar-se para a cerimónia de posse.

Palácio de Belém 10:33.

Afrodite entra na sala. Sente os olhares de todos caírem-lhe em cima.

“Peço desculpa pelo atraso…” Disse em voz baixa.

“Vamos lá começar com a cerimónia. Tenho a minha agenda sobrecarregada hoje.” Disse o primeiro ministro num tom ríspido, olhando para Afrodite de soslaio.

A cerimónia lá começou com um pequeno discurso do Presidente da república sobre a necessidade de manter a segurança das populações como prioridade de um estado de direito. O discurso terminado passaram ás assinaturas do livro de actas. Elora é convocada a assinar. No momento em que passa defronte de Afrodite lança-lhe um olhar de desprezo dizendo entre dentes, “Falhada.”.

Afrodite num gesto irreflectido deixa extravasar toda a raiva que sentia por Elora e prega-lhe um valente pontapé na parte interior do joelho que faz com que Elora se estatele, redonda no chão.

Um grande bruahhhh ecoa pela sala, Elora, humilhada pela situação, levanta-se, ajeita o vestido e dirige-se à mesa onde um secretário embasbacado com o que acabara de presenciar, lhe estende a mão com uma caneta. Elora pega na caneta e proferindo as palavras da praxe assina o livro. Concluído o acto, levanta a cabeça e encara Afrodite com um olhar esgazeado, como uma leoa a quem lhe roubaram uma cria e o autor desse roubo está em frente a ela.

Entrega a caneta ao secretário, cumprimenta o presidente da república, o primeiro ministro, ficando depois junto a eles aguardando os cumprimentos da praxe.

Afrodite não entra na fila para os cumprimentos, vira costas e dirige-se para a porta de saída.

Antes de chegar à porta uma voz por trás chama-a. “Afrodite.” Era Elora. Ela vira-se de imediato esperando alguma acção de represália por parte da oponente, mas Elora não se aproxima dela. Com a voz rouca pela raiva contida diz-lhe,” Isto não vai ficar assim.”

“Ah…, não querida. Vai inchar, mas com gelo passa…”

Afrodite virou costas com um sorriso estampado nos lábios. Tinha tido o seu momento de glória. Parte da raiva que sentia havia-se dissipado, podia agora seguir com a sua vida e encarar o futuro com novo alento.

Entretanto, algures na auto-estrada do Norte o trio fugitivo segue a alta velocidade rumo ao Porto.

“Ainda falta muito para a Bairrada???” Perguntou Pedro pela enésima vez.

“Oh pá, tu és mais chato que os miúdos de escola.” Respondeu Othelo impaciente.

“Olha acabamos de passar por Coimbra, a área de serviço da Mealhada é já ali, aguenta mais um pouco e para de me perguntar isso.”

“Área de serviço!!!! Mas eu não quero comer na área de serviço. A comida lá não presta, eu quero ir a uma casa de leitões a sério…”

“Ok, ok… saímos na saída para a Mealhada e vamos aos leitões. Tu com fome não há quem te ature!”

CRASHHHHHHH

O impacto estilhaça o vidro da frente por completo. O carro vira bruscamente para a esquerda batendo violentamente no separador central da auto-estrada entrando em capotamentos sucessivos até se imobilizar na berma algumas dezenas de metros mais à frente.

O acidente faz parar outras viaturas que seguiam na mesma faixa de rodagem com os respectivos ocupantes a dirigirem-se para o carro acidentado na tentativa de auxiliar as vitimas.

Pedro sente que alguém o está a puxar pelos braços fazendo o corpo deslizar pelo tejadilho do carro capotado. Abre os olhos e vê Mary encostada ao separador lateral com sangue a escorrer pela face, mas a falar com os transeuntes que entretanto se haviam juntado e lhe faziam perguntas sobre as causas de tão aparatoso acidente.

Voltando a sentir as forças regressarem-lhe ao corpo tenta em vão levantar-se mas está demasiado atordoado para se manter em pé e volta a sentar-se no chão.

“Othelo, onde está o Othelo???” Pergunta com voz tremula.

“Lamento amigo mas o condutor não se safou. Era seu amigo, parente?”

A noticia transmitida por um homem com farda de bombeiro aterrou como uma bomba.

“O quê? O que é que você me está a dizer homem? Eu quero vê-lo, ajude-me a pôr em pé. Você não faz ideia do que está a dizer, ele não pode ter morrido. Não pode, ouviu…”

Pedro agarrou-se à farda do bombeiro aos berros. Parecia que tinha a alma fora do corpo. Ajudado pelo bombeiro aproximou-se do lugar do condutor onde jazia Othelo inanimado. O corpo apresentava diversos ferimentos na cara, provocados pelo acidente, mas foi um particular ferimento no peito que fez Pedro parar horrorizado. Um ferimento de bala. Era indistintivamente um ferimento de bala. Alguém havia alvejado Othelo.

Freneticamente começa a olhar em todas as direcções tentando vislumbrar o atirador. Atrás deles um viaduto cruza a auto-estrada. Certamente teria sido daquele local que teriam alvejado Othelo.

O olhar volta-se para o amigo, as lágrimas a caírem-lhe pelo rosto.

“O meu amigo, meu irmão, como puderam fazer isto, logo a ti…”

“Mary… Mary!!!”.

“Calma… Ela está além, mas está bem. Apenas algumas escoriações na face.”

Pedro acerca-se de Mary abraçando-a chorando e soluçando como uma criança.

“Mataram o nosso Othelo, Mary… Mataram-no…”

O abraço é interrompido pelo ecoar do som de dois helicópteros a sobrevoar o local iniciando manobras de aterragem na faixa de rodagem.

“Mas que raio de coisa, quem são estes gajos. Do INEM é que não são, ninguém os chamou.” Comentou o bombeiro junto a Pedro.

Pedro levanta a cabeça e reconhece os aparelhos. É Francisco. Foi ele quem esteve por detrás disto tudo. Haviam sido descobertos.

“Mary levanta-te temos de nos pôr em marcha, fomos descobertos.”

“Para onde queres tu ir? Não temos escapatória. O Othelo está morto, estamos no meio do nada, feridos, atordoados, para onde queres ir tu?”

“Por aqui…”

Pedro agarra Mary pelo braço e arrasta-a por entre os arbustos que ladeiam a auto-estrada, saltam a vedação e esgueiram-se por entre o arvoredo.

Atrás deles bombeiros e mirones tentam impedir a fuga pensando na integridade física dos acidentados. Mas o movimento de Pedro é tão rápido que logo os perdem de vista.

Entretanto Francisco abeira-se da viatura acidentada descobrindo Othelo inanimado.

“One down two more to go…” Murmurou esboçando um leve sorriso.

“Quem são vocês? Que fazem aqui?” Pergunta o bombeiro dirigindo-se a Francisco.

“Schiuuuuuu, calminha, calminha…” Interpelou Francisco exibindo o crachá da policia secreta.

“Onde estão os outros passarinhos?”

“Fugiram assim que viram os helicópteros. Foram por ali, mata adentro.”

Francisco virou-se de imediato e com um gesto de mãos deu ordem aos pilotos para porem os aparelhos de novo em funcionamento.

Mata fora, Pedro e Mary corriam com as forças que ainda lhes restavam. Encontraram um pequeno aglomerado de casas. Escondidos atrás dos arbustos, ai permaneceram por instantes observando o movimento na rua e casas procurando alguma coisa suspeita.

(continua)

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Estrada para a Liberdade

Março 8, 2008

 ”Gassspppp, puhhh…, puhhhh…. Porra com esta já são três os mosquitos que engulo.”

“Fecha a boca, andas para aí com a tacha arreganhada… Gasssspppp, puhhhhh, puhhhh…”

“Ahahahahahahahaha… Gasssppppp, puhhhh… puhhhh.”

“Ahahahahahahah… ” Riram ambos com a situação. De cada vez que abriam a boca entrava um insecto.

A viagem desde Abrantes estava a ser bastante desconfortável, embora enriquecedora em proteínas. O smart, um carro pequeno de dois lugares não deixava outra alternativa aos dois amigos senão viajar quase em pé com a cabeça de fora do tejadilho de lona, que havia sido recolhido.

A viagem até Constância era relativamente curta, em condições ideias, mas o facto de os dois amigos irem quase de pé na traseira do automóvel obrigava o condutor a moderar a velocidade tornando a viagem mais longa do que Pedro e Othelo desejariam.

Othelo repara que à medida que se cruzam com outras viaturas estas lhes fazem sinais de luzes. A principio não havia ligado muita importância, seriam engraçadinhos armados em parvos, pensou ele. Mas agora já haviam passado por eles quatro viaturas e as quatro tinham dado sinais de luzes.

“Encosta o carro… ” Gritou para o motorista.

“Encosta o carro agora.” Gritou mais alto pensando não ter sido ouvido pela primeira vez.

“Já vai, já vai…” Disse o motorista incomodado com a maneira como a ordem havia sido dada.

“Que se passa Othelo?” Perguntou Pedro.

“Temos sarilhos mais adiante.”

“Porque dizes isso?”

“Por acaso não reparas-te nos carros com que nos temos cruzado na estrada? Quase todos eles nos têm dado sinais de luzes.”

“Hummm… Achas que é uma barreira policial na estrada? Pode ser um acidente.”

“Até pode ser, mas eu não quero arriscar.”

“Pedro acho que o Othelo tem razão. Vamos voltar para trás.” Disse Mary.

“Não, para trás não. Vira aqui para Martinchel.”

“Mas isto vai dar a Castelo de Bode!!!” Exclamou o motorista admirado com a mudança de planos. Afinal iam direitinhos para a boca do lobo.

“Acho que é o único sitio que eles não esperam que a gente vá.” Comentou Othelo.

Uns quilómetros mais à frente de facto existia uma barreira policial montada pelos operacionais da secreta disfarçados de agentes da brigada de trânsito.

Francisco acabara de chegar à barreira e dirigiu-se ao oficial que estava responsável por aquele destacamento.

“Alguma novidade?”

“Não, meu comandante. Nenhuma novidade.” Respondeu o operacional precedido de uma energética continência.

“Manda uma viatura até Abrantes. Quero ver se eles pararam em algum lado.”

“Já mandei meu comandante. Acabaram de regressar e nem sinal deles.”

“Além desta estrada que outras estradas têm barreiras?” Perguntou Francisco estendendo o mapa da região sobre o capô da viatura.

“Ainda da estrada nacional em que temos barreiras antes e depois de Abrantes, ainda não conseguimos colocar mais ninguém.”

“Porra homem, como podemos controlar isto se temos uma infinidade de estradas entre este ponto e Abrantes. Que diabo de operação estamos aqui a levar a cabo?”

“Meu comandante, pedi reforços a Lisboa, mas ainda não me enviaram nada. Com os homens que disponho não posso cobrir tudo.”

“Malditos cortes orçamentais. Estes gajos do governo pensam que podemos fazer omeletes sem ovos. Chama o apoio aéreo, rápido.” Disse Francisco irritado.

“O apoio aéreo estará aqui dentro de 15 minutos, ainda não terminaram a operação de reabastecimento.”

“Porra, porra, deixa lá eu chego a Tancos mais depressa do que eles chegariam aqui.”

Francisco entra no carro e dispara desenfreado em direcção à base de Tancos.

Lisboa, Palácio de S. Bento, 10:15.

“Bom dia Sr. Primeiro Ministro.”

“Não me venhas com essas falinhas mansas de Sr. Primeiro Ministro, Afrodite. Fizes-te merda, merda da grossa.”

“Merda, eu fiz merda? Devias ter vergonha de me atirar com isso à cara. Perdi quase todos os operacionais num só dia e ainda tens o descaramento de me dizer que fiz merda.”

“É verdade. Perdes-te quase todos os operacionais num só dia para uma organizaçãozeca de plantadores de bananas armados em espiões, isso não é fazer merda. Não, acho que o nome fica muito aquém daquilo que se passou.”

“A tua hipocrisia é digna do cargo que ocupas. Não fossem os cortes orçamentais que  o teu ministro das finanças tem vindo a fazer e eu teria a equipa que necessitava. Bem treinada, bem equipada. Bando de plantadores de bananas!!! Ahahahahaha, estão mais bem treinados que todos os operacionais que tinha sobre a minha alçada.”

“Não quero ouvir mais nada. Coloca o teu lugar à disposição. Direi aos jornalistas que saíste por problemas pessoais. A tua substituta tomará posse amanhã, está tudo tratado com o Presidente da República.”

“Substituta??? Quem é ela? Alguém que eu conheço? Cá para mim deve ser estrangeira, porque não estou a ver ninguém de cá com o juízo todo a aceitar tamanho cargo.”

“Olha, acertas-te… É de facto estrangeira, mas fluente no português. A próxima ministra do interior será a Elora.”

“A Elora!!!!” Afrodite nem queria acreditar, a mulher que lhe havia roubado o homem que amava, roubava-lhe agora o lugar no governo.

“É a Elora. Agora vai, tenho mais o que fazer que ficar a conversar com fracassadas.”

“Fracassada… Olha sabes que mais… Vai-te foder.” Virou costas e bateu a porta com força atrás de si.

A cabeça de Afrodite parecia que ia explodir. O nome Elora não parava de martelar na sua mente.

Saiu do palácio, entrou no carro e disse ao choufer para a levar ao ministério.

Entretanto Pedro, Othelo, Mary e companhia, haviam passado por Castelo de Bode sem problemas. Encontravam-se agora às portas de Tomar.

“Malta, eu não sei se vocês sentem o mesmo, mas eu não como nada de jeito há dias. Dá para pararmos por aqui para repor as energias?”

“Olha, ainda bem que falas nisso.” Disse Mary. “Estou cá com uma larica, era capaz de comer um boi.”

“Pois eu preferia que parássemos numa área de serviço na auto-estrada.” Disse Othelo.

“Ahahahah.” Riram Pedro e Mary em simultâneo. “Estás parvo? Achas que vamos longe desta maneira? Neste carro? Só podes estar a brincar.”

“Realmente, vendo bem as coisas.. Passa-me aí o telemóvel.”

“Para quem vais ligar?” Perguntou Pedro, segurando o telemóvel impedindo que Othelo lhe pusesse a mão.

“Dá cá isso. Vou ligar ao DeCosta, que é que achas? Achas que vou ligar à ministra, é?”

“Precisamos de uma viatura.” Disse Othelo num tom ríspido e directo.

“Então que se passa? Não gostaram da limousine que vos arranjei?”

“Engraçadinho. Olha, ainda estou a catar escaravelhos e abelhas do meu cabelo, grande palerma.”

“Ai sim? Para a próxima vocês dão-me ouvidos. Bom, dirige-te ao stand M2 aí em Tomar, o dono é um tal de Paravane, é cá dos nossos ele tem aí uma máquina mesmo à vossa medida.”

O stand M2 ficava na avenida central de Tomar. Era um stand amplo com bons carros à venda, maioritariamente Mercedes, BMW e um ou outro carro desportivo de grande cilindrada.

Paravane veio recebe-los à porta com um sorriso de orelha a orelha. O sotaque libanês revelou de imediato a origem daquele homem bonacheirão.

“Bom dia, meus amigos.” Saudou Paravane os recém chegados.

“Beirute?” Perguntou Othelo.

“Ohhhh, não meu amigo. Tiro é a minha cidade natal, vejo que o meu sotaque não lhe passou desapercebido. Já esteve no Líbano Sr…?

“Othelo, chamo-me Othelo. Estive sim, em Beirute nos idos anos de 1970.”

“Bonita época para o Libano. Éramos conhecidos como a Suíça do médio oriente.” Comentou Paravane com um  olhar melancólico.

Mary e Pedro olhavam para ambos, limitavam-se a acompanhar a conversa.

“Ahh, estes são os meus colegas, Mary  e Pedro.”

“Ah, sim, sim… senhor Costa já me pôs ao corrente de tudo.”

“Podemos levar uma destas viaturas?” Perguntou Pedro já impaciente todo aquele deferimento entre Othelo e Paravane.

“Estas não… Mas tenho algo na garagem que serve bem para aquilo que procuram. Venham, venham.” Paravane encaminhou os três para uma porta por detrás dele.

Entraram numa garagem pejada de viaturas. A maior parte delas aparentava estar ali à muito tempo, tamanha era a camada de pó que tinham em cima. Olharam em volta e ao fundo, junto ao portão, observaram uma viatura que parecia ser a única que não tinha os sinais do tempo sobre ela.

Aproximaram-se. Paravane, que ia à frente deles, virou-se abrindo os braços, como que a convidar os amigos para junto dele.

“Venham cá, aqui está ele. Uma beleza, o meu melhor carro. Um BMW 735i coupé, que tal, hahhh?”

Othelo, Pedro e Mary ficaram parados a contemplar a máquina. Era realmente um belo carro.

“Caro amigo, não sabemos como lhe agradecer, mas temos de nos fazer à estrada de imediato.”

“Não precisam de agradecer. Faço isto por acreditar na causa.”

Os três amigos entraram no carro. Despediram-se de Paravane e rumaram à auto-estrada do Norte.

“Espera lá… Então e a minha bucha? Não paramos para comer?” Perguntou Pedro desesperado de fome.

“Desculpa, é como te disse, prefiro parar numa área de serviço.”

A seta indicava o desvio para o Porto, há já muito tempo que todos eles ansiavam por regressar à sua base de operações. Sentiam-se satisfeitos por o dever cumprido, mas pedro tinha uma sensação estranha de perda, afinal, em 24 horas havia perdido as duas mulheres da vida dele.

(continua)